o resto de nossas vidas...

:Nome: Milady Morrison, Mila
:Idade: Precisa mesmo ?

:Gosto de: Gente, Vida, Amar, Ler...
:N�o Gosto de: Excesso de trabalho que me impede de viver
Eu: Me corto em peda�os, e sirvo educadamente aos convidados, n�o deixo que venham comer na minha m�o, abro o peito e ofere�o meu cora��o... de sobremesa (Elisa Dias Batista)



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:E-mail: milady_morrison@hotmail.com



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Vida Amor e Riso
*Metade de Mim*(Minha Irm�zinha)
Flores de Pl�stico
Lis Ribeiro
"Between us
As Mandalas


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[#AVISO_DIARIO#]

[#BOLETIM#]

12/08/2004 00:03
Estação de Perdas

Há horas em nossa vida que somos tomados por
uma enorme sensação de inutilidade, de vazio...
Questionamos o porquê de nossa existência e
nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel
da vida, aquele que é implacável e a todos afeta
indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego ,
a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta.
Sozinhos.
Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo,
outras possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói...
E continuamos a perder...e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância.
A confiança absoluta na mão que segura nossa mão,
a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas
por que alguém ao nosso lado nos assegura
que não nos deixará cair...
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar.
Por que? Perguntamos a todos e de tudo...
Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás...

Estamos crescendo.
Nascer,
crescer,
adolescer,
amadurecer,
envelhecer,
morrer,
renascer (?)...

Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem
alto, aos gritos mesmo, quando algo
nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente
tudo que nos passa pela cabeça sem
medo de causar melindres.
Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da
bermuda ridícula do vizinho ou puxar as
pelanquinhas do braço da vó com a
maior naturalidade do mundo e ainda
falar bem alto sobre o assunto.
Estamos crescidos e nos ensinam que não
devemos ser tão sinceros.
E aprendemos..
E vamos adolescendo...
ganhamos peso,
ganhamos, seios,
ganhamos pelos,
ganhamos altura....
ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito.
O mundo todo nos parece inadequado
aos nossos sonhos...
ah! os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.

Aí de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo...todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados.
Perdemos a espontaneidade.
Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo.
Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais?
A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado? (???)

E continuamos amadurecendo....
ganhamos um carro novo,
um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar,
de andar descalço, tomar banho de chuva,
lamber os dedos e soltar pum sem querer...
Mas perdemos peso!!!
Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos
e tascamos - lhe aquele beijo estalado...
mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos,
ganhamos um bom salário,
ganhamos reconhecimento,
honrarias,
títulos honorários e
a chave da cidade...
E assim, vamos ganhando tempo....
enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas,
algumas dores nas costas (ou nas pernas),
ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso...
e perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir...
perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo
quando estivermos morrendo...
afinal, quem nos garante que haverá mesmo
um renascer, exceto aquele que se faz em vida,
pelo perdão a si próprio, pelo compreender que
as perdas fazem parte, mas que apesar delas,
o sol continua brilhando e felizmente
chove de vez em quando,
que a primavera sempre chega após o inverno,
que necessita do outono que o antecede...

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente...
Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie...
Que tenhamos rugas e boas lembranças...
Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor
e um pouco de ousadia...
Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos...
E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo,
mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo?

by Alvaro ( Show ! Visitem ! Vale a Pena ! )

Gente pra variar estava visitando os Blog´s amigos quando me deparei com este texto-poesia, não resiti e copiei, com os devidos créditos é claro.

Ele resume tudo o que estou vivendo agora, esta fase de confusão, não-confusão, entendem ? è claro que não, nem eu mesmo me entendo ás vezes !! rs !! Bem só posso dizer que velhos fantasmas me assombram, então eu vou começar a dormir de luz acesa para que eles me deixem em paz...só um pouquinho !!

Ah, queria deixar um recado tb. Para quem não leu, leia, para quem já leu, releia ! é uma ótima obra ! Dei risada, chorei ! Fiz de tudo enquanto li !




A CASA DO RIO VERMELHO - ZÉLIA GATTAI

Beijos e uma ótima noite a todos !!!!!!!!!!!
enviada por Milady Morrison



08/08/2004 02:02
Dia Dos Pais

Composição: F.don Diego / A.araujo / Edgard Poças

Um passarinho
Me acordou cedinho
Cantando lindo
Que nem rouxinol
E o céu sorrindo
Azul, azul, limpinho
Abriu caminho
Pra passar o sol

Um dia lindo
Com todas as cores
Um arco-íris
Garantiu que sai
E o bem-te-vi disse
Que viu as flores
Vindo enfeitar
O dia do papai

Amigo velho
Eu queria falar
Meu velho amigo
Foi tão bom te encontrar

Amigo velho
Eu te amo demais
Meu velho amigo
Todo dia
É dos pais

Eu convidei o gato
E o cachorro
Nem um amigo
Vai poder faltrar
Super-heroi, também
Tarzan e o Zorro
E o pererê não vai poder mancar

Vai ter pelada
E muita brincadeira
Toda alegria vem nos visitar
Queria tanto
Que a festa inteira
Fosse um presente
Pra poder te dar.



enviada por Milady Morrison



07/08/2004 00:28
"só vc mesmo p/ saber quem são todos os setes anões...

tem uma musica linda do meu tio que eu queria que vc lesse ....
mas não a tenho irei procurar saber pelo menos o titulo ...
ou entào de uma olhada ...

sabe,
lendo seus e-mails pensei

quem sabe a reflexão nos faça bem ...
quem sabe no futuro não coletarão nossos e-mails e farão um livro ou o equivalente a epoca ...
como gerard depardieu fez com suas cartas ... "

E-mail que recebi dele.

Quem sabe a reflexão nos faça bem ???? Só se for pra ele !! eu tô aqui morrendo de saudades !!! O nosso maior problema sempre foi este, nossas depressões compartilhadas !!
Nos acostumamos a melancolia dessa cidade (SP), nos acostumamos com o cinza dos prédios e das pessoas. Quando estávamos juntos coloríamos esta cidade com as cores que gostávamos mais. Agora ele está numa cidade ( Salvador ) que tem suas próprias cores. É linda e colorida.
Eu continuo com o cinza.
E não tenho mais meu amigo para me lembrar dos arco-irís que criávamos com nossas risadas.
Ele agora já não precisa mais de mim. Tem suas próprias cores.

enviada por Milady Morrison



01/08/2004 22:30
Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor
Deixe em paz meu coração (...)
(Gota d'água - Chico Buarque/1975)

Era uma vez uma mulher...e existia um homem na vida desta mulher...existia um homem...já não existe mais...
Era uma vez.


Sempre achei que as histórias deveriam terminar e não começar com "Era uma vez..."

Uma ótima semana a todos.

Flavinha - Se cuida irmãzinha...te adoro!




enviada por Milady Morrison



01/08/2004 22:21
É ele se foi.
Faz parte. Era natural.

Me mandou um e-mail, perguntando o nome dos sete anões, disse que se lembrava de quatro:
- Dunga; Atchim; Soneca; Zangado.

Me Perguntou o nome dos outros.

Eu respondi:
- Lembro do Mestre e do Dengoso.

Ele respondeu:
- Falta um...

Pensei, pensei, respondi:
- Feliz...

Depois já em casa pensei...é isso aí ...Feliz...mas este foi pra Bahia...


enviada por Milady Morrison



01/08/2004 22:13
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas do rio correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
enviada por Milady Morrison



01/08/2004 22:11
Sinal Fechado
Paulinho da Viola
do disco "Raimundo Fagner, 1976"

Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de que
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por ai
Pras semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu procuro você
Vai abrir...
Prometo, não esqueço
Por favor, não esqueça, por favor
Adeus... adeus ...

enviada por Milady Morrison



21/07/2004 22:27



"Cantando a gente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira... Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida."

"Sou ariano. E ariano não pede licença, entra, arromba a porta. Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho."

"Sou da geração do desbunde. Nunca tive saco pra milico, desfile, gente com medo. Todo mundo ficava paralisado, mudo, anestesiado. Não dava pra fingir que não tinha nada. Pra mudar alguma coisa a gente teve que gritar, se drogar, ir pra rua, enfrentar a nossa própria fraqueza. Era uma maneira de não se render. De não ficar careca, careta."

"Estou escrevendo numa tarde cinzenta, fria. Trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos. Perdi muito tempo com este segredo. Hoje eu assumi publicamente a doença. Dizem que gente grande faz assim. Talvez eu esteja ficando grande. Mas ainda tenho muitos medos: medo de voar, de entrar no palco, de amar, de morrer... de ser feliz. Medo de fazer análise e perder a inspiração. Ganho dinheiro cantando as minhas desgraças. Comprar uma fazenda e fazer filhos, talvez fosse uma maneira de ficar pra sempre na Terra. Porque discos arranham e quebram… as pessoas, esquecem. Amor, Cazuza."

" Os ignorantes são mais felizes .. eles não sabem quando vão morrer. Eu não .. eu sei que eu tenho um encontro marcado..As pessoas esquecem o que precisam fazer..eu não posso me dar a esse luxo! Faço tudo caber nos meus próximos poucos dias .. todas as idéias que eu teria, as pessoas que eu conheceria. O que eu ainda fosse cantar .. Estou grávido .. mas não posso esperar... "

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue... bonita e breve... como as borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."


Voltei a trabalhar.
Agora os dias ficam mais longos e as noites de sono mais curtas.
Minha vida tb fica mais curta.
Já estou cansada...estressada...acho que é assim mesmo quando a gente faz o que não gosta.
Estou distante dos amigos, tudo vira névoa. Uma bruma que me envolve, mas não me aconchega, só me entorpece os sentidos.

Assisti Cazuza, foi bom relembrar a época que Cazuza era vivo, anos 80, músicas contagiantes, paixões relâmpagos, beijos roubados, cigarro fumado escondido, porres engraçados...

Boa época, sinto saudades.

Sinto saudades deste tempo em que eu não sabia que amar doía tanto.
enviada por Milady Morrison



03/07/2004 15:20
Pertencendo a uma família da elite cultural polonesa, JK teve a melhor formação pediátrica da época (1898-1904), pois estudou em Paris (que dava ênfase à pesquisa de novos conhecimentos) e em Berlim (conhecido pela aplicação metódica dos conhecimentos adquiridos). Nos seus 8 anos de prática pediátrica deu preferência à população pobre da qual não cobrava.

Em 1912, seu destino foi traçado e JK entrou para a história, ao ser selecionado para dirigir o novo orfanato da comunidade judaica, o que se tornou a grande obra de sua vida: A República das crianças da Rua Krochmalna, 92.

Para começar, ele desenvolveu para o prédio, uma arquitetura estilo criança que não existia até então. Com seu embasamento médico-científico, JK podia ver claramente as falhas gritantes da pedagogia de sua época e incorporou uma original simbiose médico-educador, trabalhando num internato de crianças. “O educador não deve se abaixar até a criança, mas elevar-se a ela e ao seu modo de ver e compreender as coisas”, dizia.

O educador deve primeiro ganhar a confiança da criança e tratá-la com compreensão, tolerância, amor e respeito à individualidade mas com firmeza e sem pieguice ( “criança superprotegida não sabe se defender”) . Propositadamente JK não elaborou um corpo de doutrina fechado pois nunca quis que se aceitasse sem discussão suas conclusões mas sim que elas servissem de pontos de reflexão.

O fim da lenda

É quase inacreditável que um idealismo puro como este, tão difícil de encontrar, tivesse que terminar em tragédia, sacrifício e heroísmo. Aquele que exigia justiça para o fraco e o oprimido acabou sendo vítima de cruel injustiça. Em 1940, JK recebeu ordem da Gestapo para desocupar a casa do orfanato, num prazo de 24 horas. De nada adiantaram argumentos, apelos, lágrimas. As crianças, tal como os outros judeus poloneses, foram encerrados no gueto de Varsóvia. As condições tornaram-se um inferno: miséria, fome, doenças. Em 1942, os nazistas deram ordem de levar as crianças do orfanato para os trens da morte.

O movimento subterrâneo polonês ofereceu a JK documentos arianos, com os quais ele poderia salvar-se. Mas JK recusou, ligando seu destino, voluntariamente, ao das 200 crianças do seu orfanato, acompanhando-as em sua última e derradeira estrada. Foi assim que, em 1942, ele caminhou pelas ruas de Varsóvia, à frente de suas crianças e carregando em seus braços duas delas, que já não podiam andar sozinhas, de tão fracas. JK morreu com suas crianças na câmara de gás, em Treblinka.

“Não desejo mal a ninguém. Fazer o mal? Nem sei como isto se faz” (JK).


Para saber mais: http://www.sbp.com.br
enviada por Milady Morrison



03/07/2004 14:56
"O que a memória amou fica eterno", disse a Adélia Prado
enviada por Milady Morrison



03/07/2004 14:39
O VIOLINO


O violino achado no porão desperta, depois de um longo tempo, o desejo em sua antiga locadora. Ela que não se sabe por que motivo abandonou o violino e tornou-se costureira, agora anima-se com a possibilidade de resgatar um pouco de felicidade através da música. Começa a ensaiar com a ajuda do sobrinho que achou o violino, transformando o menino em seu ajudante oficial, o que lhe enche de orgulho. Prepara um concerto, a família é contra, afinal abandonar a costura para a música naquela idade uma loucura. Ninguém a entendia naquela família de bugres; não tinham "sensibilidade artística", mas ela haveria de vencer. Tia Lázara (este era seu nome) vai se preparando até que chegou o dia do concerto. Poucas pessoas na platéia, palmas fracas, o coração do sobrinho apertado pela decepção. Voltam quietos, o violino volta para o porão, a família elogia a inteligência de ter reconhecido o erro e voltado para a costura. Tia Lázara deixava a paixão, a felicidade, o sonho. Estava morta de novo. Tia Lázara estava morta.


enviada por Milady Morrison



03/07/2004 14:37
ENQUANTO DURA A FESTA


O velório de um pai de família. Todos choram o morto, a esposa, os filhos, tios, primos, amigos e inimigos, vizinhos caridosos e curiosos, todos que gostavam de ver defuntos e gente chorando. Os famosos pêsames, os tapinhas nas costas, os que não falam nada e ficam um pouco abraçados com a gente.
Nogueira foi um deles, logo ele que devia um milhão para Papai e que vivia atrás dele cobrando.
Nessa hora, o filho sentia vontade de perguntar cadê o dinheiro que você deve e que ajuda a matar papai de aborrecimento e humilhá-lo perante todos, fazendo-o ajoelhar-se perante o caixão, pedindo perdão; para que Isto lhe ficasse na memória. Mas para que adiantaria bondade diante do caixão, o morto não precisa dela, ele está morto. Outro vizinho diz: "Seu pai foi um santo homem".

Mentira, ele nunca foi disso, era egoísta, às vezes cruel, um marido desconfiado, um pai sem carinho, mas talvez se as pessoas que agora o elogiavam o tivessem feito em vida quem sabe ele poderia ter sido melhor. Em meio a Isto tudo, todos choravam.

Era como uma festa, uma festa fúnebre em que todos, ao invés de rir, choram com lágrimas, enquanto mentiras piedosas são ditas à meia luz, e no meio disto tudo, o morto - a causa, o pretexto, o ornamento. Sua alma já descansou, mas seu corpo deve permanecer enquanto dura a festa.


enviada por Milady Morrison



03/07/2004 14:31

"Escrever, o que é escrever? Escrever é às vezes o próprio céu, mas é às vezes o próprio inferno. Escrever é tudo e nada. Escrever é vida, e é também morte." (Luiz Vilela)


Nascido em 1942 em Ituiutaba (MG), publica seu primeiro artigo em 1956 num jornal de estudantes. Formado em Filosofia, morou em São Paulo, onde foi jornalista do Jornal da Tarde, passando a publicar em diversos periódicos seus trabalhos literários. Correu o mundo, viajou pela Europa, foi convidado a lecionar nos Estados Unidos e para ser jurado do Prêmio Casa de las Américas, em Cuba. Hoje, de volta a Ituiutaba, vive num sítio onde cria vacas leiteiras.

Tnho uma amor todo especial pelo escritor e pelo livro acima "O violino e outros contos".
O conheci tinha apenas 12 anos, e a professora de português nos forçava a lê-lo e entendê-lo. Luis Vilela transcreve os sentimentos como nenhum outro, e em algumas vezes vc consegue sentir o vazio do persagem em plena história, tal grande é seu poder de persuação.Aprendi a amá-lo mesmo com os vazios que nos induz em suas histórias.
Vale a pena.



enviada por Milady Morrison



03/07/2004 14:10
O livro abaixo foi uma das minhas aquisições no começo deste ano, e pude constatar que seria melhor ter esperado ele ter sido comprado pela biblioteca. No começo a única coisa que vc quer é acabar com a vida da escritora, até mesmo pelo modo como ela trata o leitor. É curioso, mas causa revolta.



Autor: Bandeira, Julio; Pille, Lolita
Editora: Intrinseca

Lolita Pille escreve sem pudor sobre o mundo ao seu redor. Retrato sincero e devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, 'Hell' poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe para quem o mundo se divide em duas categorias - 'nós' e 'vocês'. Uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso. Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante, detestável sob todos os aspectos. Assumidamente frívola e preconceituosa, ela gasta diariamente em butiques de luxo mais do que o salário mensal da maioria dos leitores do livro. Em sua narrativa nervosa quase não há trama, porque HelI e suas amigas vivem um presente perpétuo, uma sucessão de prazeres cujo sentido está nas aparências e na superfície das coisas.


enviada por Milady Morrison



01/07/2004 16:38
Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo
bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.


Isto daí é parte do post que ele incluiu em 30/06. E vale a pena a visita para ler o texto na íntegra.

Outra parte dele é "Coisas que se atraem: Meu salário e contas para pagar!

Bem, a partir daí vc sabe que vai se divertir muito ao tatear o universo do Blog: Volta Meg ou enviada por Milady Morrison



01/07/2004 16:13
É, ao que parece os comentários voltaram a funcionar.Irmãzinha Flá, adorei a tua preocupação. Com certeza se tiver outros problemas com comentários vou conversar sério contigo, e claro vou precisar da tua ajuda, pq tu sabe que não manjo "necas de petibiribes" de HTML.
Desta vez foi problemas com o Blig mesmo.
Parece que não tenho limites de comentários pq tenho o Blig TURBO, mas e voltar a ter problemas do tipo desisto do BLIG, pois uma das coisas que me fez abandonar o Weblogger foi por estar sempre fora do ar, e quando estava inspirada e contente, não podia postar.
Em todo caso é sempre bom sabe que posso contar contigo. Obrigada !!
enviada por Milady Morrison



28/06/2004 01:20
Os comentários voltaram a dar problemas...que saco !!
enviada por Milady Morrison



27/06/2004 22:35
quando estava procurando a foto da "Casa Adormecida" me deparei com este Blog, e encontrei este texto pra lá de legal... Vejam só !

"Saudade

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada:
se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."

enviada por Milady Morrison



27/06/2004 22:29
Assisti a um filme ontem...este daí...quatro horas de duração...alguém topa ?


Rose Red - A Casa Adormecida

No coração de Seattle está Rose Red, mansão construída em 1907 e abandonada poucos anos depois.
Como toda boa casa " Mal Assombrada" está cercada de Lendas passadas.
A professora de parapsicologia Dra. Joyce Reardon (Nancy Travis) decide descobrir a verdade por trás do mito, reunindo uma equipe de seis paranormais.
Entre eles destaca-se Annie, uma menina de 15 anos cujas habilidades psíquicas são tão poderosas que a fecha do mundo normal.
A Dra. Joyce pretende usar os talentos do grupo para despertar os mistérios da mansão.
Mas não só os mistérios serão despertados.
Escrito por Sthepen king, Rose Red é um daqueles filmes de segurar o folêgo do começo ao fim.

enviada por Milady Morrison



27/06/2004 22:05
Vamos viajar ? então abram as portas da percepção...

SOBRE O TEMPO
por Waldemar Brasil

Olá. Eu não te conheço.

Você está lendo o que estou escrevendo, ou melhor, o que escrevi. O que para você é o tempo presente, para mim é o tempo futuro, uma vez que você irá ler este texto, ou talvez não, pois o presente é, e está sempre presente. Observe que assim como no meu agora, que é passado para você... você, neste momento, sem dúvida nenhuma, está realizando alguma ação, com a ressalva de que você esteja vivo(a); e no entanto o presente para você que é o futuro do meu agora, sem dúvida estarei eu, realizando alguma ação no seu momento presente, com a ressalva de que eu esteja vivo.

O que está acontecendo, na realidade, é o que está acontecendo sempre, o tempo. Há quem diga que ele não exista e há quem diga que existe. Eu não sei o que dizer à respeito, mas já estou dizendo.

O que existe é apenas o agora, um exemplo prático foi elucidado acima.

Vamos estabelecer um elo, entre o agora (meu) e o agora (seu), ressaltando o que já disse, você está lendo no seu agora e eu estou escrevendo no meu agora, então vamos conversar.(rs)

Repare que neste exato momento, o presidente do Brasil está realizando alguma ação, talvez, no banheiro escovando os dentes, ou fazendo outras coisas, (rs).

Em virtude disso podemos dizer que o presidente dos EUA, também realiza alguma ação neste exato momento, e assim sucessivamente não só para pessoas importantes, como também para o padeiro da esquina, ou qualquer outro animal do Planeta.

Basta você olhar pela sua janela e logo irá ver o presente, o momento, o agora, a única coisa que existe. Isso é o que está acontecendo agora, aquilo que ouviu a um segundo atrás é o passado, e o que poderá ouvir ou ver, daqui alguns instantes é o futuro. E no entanto quando ouvir ou ver o que ocorrer, será o presente, o atual momento e não mais o futuro dito à pouco.

Posso te dar um exemplo prático. Na hora em que leu o “posso” que escrevi à pouco era o presente mas agora o passado, pois você já leu o que escrevi e continua lendo no presente e não pára de ler o que estou escrevendo e espero que por esse motivo esteja entendendo o que estou escrevendo. Com relação ao futuro posso te dizer que vou escrever uma palavra. Neste futuro irá ler a palavra carpe dien.

O nosso grande problema é que na maior parte do momento, não o percebemos. Pensamos em algo que fizemos, ou em algo que temos que fazer, e acabamos por esquecer o que estamos fazendo alguma coisa.

Da próxima vez que estiver andando na rua, olhe a sua volta e perceba o momento atual, observe o carro que passa na rua, ou a pessoa que passa ao seu lado que você inclusive, não conhece. Perceba o pássaro que voa perto de você, o vento que bate no seu rosto. Este será o seu momento, isto será a sua vida acontecendo de maneira inevitável.
Você já deve ter andado de ônibus. Imagine que ao lado da poltrona que está, uma pessoa está sentada. Você não a conhece e nem conversa com ela, vão realizar uma viagem de uma cidade a outra. Passarão momentos que durarão um certo período lado a lado. Observe que isso pode ser considerado uma coincidência, uma vez que neste determinado momento está ao seu lado uma pessoa que não conhece e se encontram lado a lado, indo para uma mesma direção. Normalmente não dizemos que este fato é uma coincidência pelo simples motivo que não nos chamou a atenção como, por exemplo, encontrar em Londres andando na rua, algum conhecido, ou amigo, da sua infância; isto sim diríamos ser uma coincidência.

Entretanto pesquisando em dicionários encontraremos para a palavra coincidência: Estado de duas coisas que coincidem. 2. Realização simultânea de dois ou mais fatos; simultaneidade. Logo podemos concluir que o encontro de duas pessoas desconhecidas, num ônibus ou numa fila de banco é também uma coincidência. Deste modo, vou mais longe, olhe pela sua janela e observe algum fato ocorrendo, neste exato momento...

Isto é uma coincidência. Um pássaro que voa próximo a sua janela, um carro que passa agora na frente de sua casa, uma buzina acionada, simplesmente tudo que está acontecendo agora é uma coincidência (realização simultânea de dois ou mais fatos).

Ler este texto é uma coincidência. Vamos lá, reflita, como conseguiu este texto e como foi o histórico de seus momentos passados até chegar a ler estas palavras?

Baseado neste contexto chega-se a seguinte conclusão, se tudo é coincidência então as coincidências não existem, simplesmente é a Natureza sendo o que É.

O tempo simplesmente é, simplesmente acontece e segue uma lógica existente no passado, ausente num futuro e sempre presente no presente. Pertencemos a essa lógica, somos partes desta e contribuímos para a continuidade da mesma.

Continuemos então, a viver, o momento como se fosse o primeiro e último de nossas vidas, brincando com o inevitável e acreditando na existência de um passado e de um futuro, ausentes no inevitável momento, presente apenas em nossas mentes.

Isto é o que nos faz...

...simplesmente vivos...

...Carpe dien




enviada por Milady Morrison



25/06/2004 04:17
"Toda história tem um final, mas na vida todo final é apenas um começo."(Uptown Girls - Grande Menina, Pequena Mulher)

Estou citando este filme pq ele mexeu comigo. A sinopse é bem bobinha e aluguel para curtir hoje á noite, dar uma relaxada. Bem, relaxei, e chorei pacas.

Em algumas partes dele, fala-se da falta de pessoas que partiram, e a música abaixo parece ao final do filme, num momento bonito. O pai da garota escreveu, um pouco antes de morrer, para ela.

Isto me remeteu ao meu pai. Eu o perdi quanto tinha 8 anos. e sinceramente não me lembro mais dos seus beijos, dos seus abraços. Às vezes o procuro nos meus olhos, que dizem ser parecidos com os dele. Mas "Meu Pai", bem, este cara eu nunca vou conhecer.

Como a frase postada acima, e dita no filme, o final da vida dele foi o começo da minha. Nada do que antecdeu isto ficou gravado na minha memória. Não terei histórias para contar aos meus filhos sobre seu avô. É como se ele não tivesse existido.

Porém existe uma lembrança que teima em não se apagar, é ele sentado na minha cama, com seu violão cantando para eu dormir...esta música:

Menininha (Vinicius de Moraes)


Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei.



Nunca vou saber de tudo que ele amou...







enviada por Milady Morrison



25/06/2004 03:32


Artist: Jesse Spencer Lyrics
Song: Molly Smiles Lyrics


Daddy's little girl paints the world with her magic wand
Daddy's little child breathes new life to the morning time for me
Though we're apart, her thoughts follow me
When I come home, Molly smiles with the dawn
Molly smiles, and she radiates the glow around her halo
When she plays, Molly smiles
On a summer day, Molly smiles
A new day, Molly smiles

Daddy's little girl ties a ribbon around my heart
Daddy's little child waves goodbye to the ocean tide that sweeps me
Though we're apart, she's a part of me

Molly smiles with the dawn
Molly smiles and she radiates the glow around her halo
When she plays, Molly smiles
On a summer day, Molly smiles
A new day, Molly smiles

When I come home, Molly smiles with the dawn
Molly smiles and she radiates the glow around her halo
When she plays, Molly smiles
On a summer day, Molly smiles
A new day, Molly smiles

When the days have gone grey,
Nothing's wrong when Molly smiles



enviada por Milady Morrison



20/06/2004 21:23
Vc´s já devem ter ouvido aquela velha frase: "Quando eu achei que tinha descoberto todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."
Pois bem, Neste momento eu não quero todas as respostas, e nem quero saber quais são as perguntas que devo fazer.
Neste momento quero apenas olhar a vida e senti-la.
Ver a intensidade das coisas que acontecem ao meu redor e comigo.
Neste momento não quero ser flor, nem espinho.
Não quero me defender.
Não quero ser amada.
Quero estar livre de todos os penamentos vãos que estão por aí a nos desafiar.
Não mais, nem quero menos.
Quero fazer parte. Mas sem procurar me expandir demais.
Não quero entender pq estou feliz se parte de mim é tristeza.
Neste momento eu só quero ser humana, não heroína.
Me permito a pensamentos tolos.
Tenho liberdade de falar, mesmo que sejam coisas que firam os ouvidos alheios.
Neste momento, quero só ser o presente. O agora. O momento atual, o segundo.
Neste momento quero só ser, e não saber o pq de estar sendo.
Que você que está lendo este post, tb se permita a isto.

Soneto do Amigo
(Vinícius de Moraes)

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.





enviada por Milady Morrison



20/06/2004 16:45
Pois é, a Jady tava falando de bebedeira e a Flá tb, páro pra refletir e me recordo dos meus últimos seis meses.
Eu era uma estudante de Direito animadíssima, quando tive que trancar a Faculdade, daí este ano voltei a fazer Facú, mas um outro curso, repleto de cálculos e outras coisas mais que só via quando era obrigada no ginásio e colegial.
Lá conheci muita gente bacana, e muitos "bares" legais tb.
( Vixe que o "namô" chegou...tranquei ele lá na sala enquanto termino o post )
Acontece que os primeiros três meses, eu tava só estudando e me preparando para as primeiras provas, mas nos últimos resolvi ser mais sociável e sair com a galera pra beber.
Bem...daí que neste último mês eu ja "tava" entrando com o copo de Cuba na classe e dizendo pros professores que era Coca Ligth ! ( bem lgth por assim dizer ).
Até que um dia destes esqueci de uma das "provas de cálculo". Um amigo meu até que me "botou" uma cola na mão pra eu tentar mandar alguma coisa na prova, mas me senti como "se tivesse esquecido os óculos" em casa quando tentei ler a cola ( detalhe: eu não uso óculos. ).
Oras, semana passada fui nas correções de prova, daí o "dito" professor me chamou na mesa dele pra comentar a minha...é que tinha feito um dois exercícios só e depois "mandei bem" numa redação na qual explicava pq não sabia bem a prova, disse que estava com problemas em casa ( nunca estive tão bem ), que andava deprimida ( viajei nessa ) e que meu gato tinha morrido ( morreu há uns três anos ).
Quando olhei a prova e "lembrei" do que tinha escrito, imediatamente fiz cara de compungida ! Ainda bem que o "bichinho" me achou criativa e me deu mais três pontos pela criatividade !
Portanto povo, quando estiverem na mesma situação, não temam, mande tudo o que houver na cabeça...eu não tinha muita coisa, mas até que serviu.

Ah, ele me aconselhou a trocar novamente de curso !!



enviada por Milady Morrison



20/06/2004 16:13
Pois é...depois de ir dormir tarde pacas ontem, hoje acordo aceleradíssima !!!! Nem sei como consigo.

Mas, estava visitando as "Gemas" da Flá quando me deparo com os post´s engraçadíssimos da Jady do Between us.

Vale a pena a visita, além dos "Templates" pra lá de originais que ela cria, ela ainda presta serviço "social" quando comenta:

Não Recomendo: um troço chamado "mangueira". Dizem que é um tipo de cana feita no Maranhão, misturada a um monte de outras coisas. Quando a gente toma, nem sente! Nem arde, nem desce queimando, nem nada. Mas um minuto depois, Tico e Teco estão dançando o "cam-cam" na sua cabeça. E você que estava morrendo de frio, nem lembra que isso existe. Na verdade você pergunta: "o que é frio mesmo?"

Vai lá !!!
enviada por Milady Morrison



20/06/2004 04:11

Eu nasci, para ter horários de refeicao 6 horas mais tarde que o convencional. Na verdade, nasci para olhar a madrugada assustada lá pelas 3 da manhã e sentir o cheiro do sono das pessoas. Eu e outros mais. Meu coracao é eterno desassosego. Meu olhar inquieto. E sou livre pela metade. Não sou livre de mim, de mim, que me torturo, que me disfarço, que me critico, que me adoro!

(Virgina Goncalves Almeida)


Gente..olha a hora ...fuiiiiiiiii...
enviada por Milady Morrison



20/06/2004 03:34
Continuo nas visitas...

Deêm um pulo no Flores de Plástico.

Quer saber pq ?

Bem, em primeiro lugar possui umas tiradas sublimes:Nem tudo é tão doce como a saudade me faz pensar, nem tudo é tão amargo como as lembranças ruins podem sugerir. ou ainda consegue nos prender num assunto tão pessoal, como a volta pra casa ( bem, eu já passei por isso, e me identifico pacas ): Estou feliz por estar aqui. Por saber que tudo continua igual. Sim, pois a distância vai criando um abismo e às vezes parece que Recife é uma civilização perdida na minha cabeça. Volto e está tudo aqui, para meu alívio. Estranha essa sensação de que nunca saí de Recife. Vai ver é por que Recife não sai de mim.

Então...vai lá !
Eita Recife, cidade de gente boa ! Um dia hei de te conhecer !!
enviada por Milady Morrison



20/06/2004 03:13
Bem, voltando ao assunto beija-flor...
Eu já tive um, ou melhor, tenho um, mas isso é estranho pq o tipo beija-flor a gente nunca possui, ou chega a possuir...a gente só usufrui. É bom, mas tb é ruim, principalmente quando ele resolve distribuir seu mel de flor em flor..rs
Mas cansei, tô que nem a Maitê Proença, nesta crônica inabalável( com a música) que tem tudo a "vê" com o que eu "tô" falando:

Amor da minha vida


O amor da minha vida eu encontrei, tem nome, é de carne e osso e me ama também. Agora, falta encontrar alguém com quem possa me relacionar.
É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele.
Não bastam nossos namoros longos, os rompimentos e a teimosia de desejar mais daquilo que não há de ser.
Não presta que ele me visite pra acabar com as saudades e fuja correndo de pernas bambas e um bumbo no peito.
Não basta que haja amor para viver um amor.

Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca.
Quando eu falo vem, ele entende vai. Enquanto ele avista o mar, eu olho pra montanha. Quando um se sente em paz o outro quer a guerra.
Discordamos sobre o tempo, o tamanho das ondas, a cor da cadeira.
O desacerto é de lascar e não há cama que resista a tantas reconciliações... um dia a cama cai.
Esta semana, fui ver a "Ópera do Malandro". Se o Chico Buarque nunca mais tivesse feito outra coisa, ainda assim teria de ser imortalizado pelas alturas em que transita sua poesia nessa obra.
Como ando às voltas com assuntos de amor, prestei atenção na cafetina vitória, que ensinava: o amor jamais foi um sonho, o amor, eu bem sei, já provei, é um veneno medonho.
É por isso que se há de entender que o amor não é ócio, e compreender que o amor não é um vício, o amor é sacrifício, o amor é sacerdócio.

Mais adiante, Terezinha, a heroína sofria:
- Oh, pedaço de mim, oh, metade arrancada de mim, leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu...
Naquela noite, inspirada pelo Chico, voltei pra casa decidida: não quero mais o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida. Venho, portanto, pedir a ele publicamente que libere a vaga. É com você mesmo que estou falando, você aí, que se instalou feito um posseiro dentro do meu coração, faça o favor de desinstalar-se. Xô!
Há de haver um homem bom me esperando...
Um homem que aprecie o meu carinho, goste do meu jeito, fale a minha língua e queira cuidar de mim. As qualidades podem até variar, mas aos interessados, se houver, vou avisando: existem defeitos que considero indispensáveis.
Meu amor tem de ter uns certos ciúmes e reclamar quando eu viajar pra longe.
Pode se meter com minha roupa, com corte do cabelo, e achar que sou distraída...
Este homem deve querer nosso lar impecável, com flores no jarro, e é imperativo que faça tromba quando não estiver assim.
Desejo, enfim, que meu amor me reprima um pouco, e que me tolha as liberdades - esse vôo alucinante e sem rumo anda me dando um cansaço danado.





enviada por Milady Morrison



20/06/2004 02:11




Codinome Beija-Flor.
(Cazuza).

Pra que mentir, fingir que perdoou,
Tentar ficar amigos sem rancor,
A emoção acabou,
Que coincidência é o amor,
A nossa música nunca mais tocou .


Pra que usar de tanta educação
E destilar terceiras intenções,

Desperdiçando meu mel,
Devagarzinho, flor em flor,
Entre os meus inimigos, beija-flor.

,b>Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome beija-flor,
Não responda nunca, meu amor,
Pra qualquer um na rua, beija-flor.

Que só eu que podia,
Dentro da tua orelha fria,
Dizer segredos de liquidificador.

Você sonhava acordada,
Um jeito de não sentir dor,
Prendia o choro e aguava o bom do amor,
Prendia o choro e aguava o bom do amor.



enviada por Milady Morrison



20/06/2004 01:41
Realmente cansei do mundo dos deprimidos. Não abri mão dos meus "deprês" de plantão, só não tô mais a fim de visitá-los no mundo cinza. Sou furtacor.

Acho que essa minha decisão tem tudo a ver com o meu distanciamento dos blogs. Não aguentava mais ler sobre dores, tristezas e frustrações. TODO mundo sofre uma dor, uma hora aqui e outra ali [no vai-e-vém dos seus quadris]. Só não lidar com gente que GOSTA de alimentar a tristeza e que não tenta abrir a janela pra deixar a luz do sol entrar.

Já fiquei down, fico mal e hei de ficar mais algumas outras vezes - sou filho do Homem. Mas, aprendi com a vida que não adianta a gente "bater cabeça". O sorriso é o melhor remédio. O bom humor destrói qualquer ranso de melancolia. Enxergar a vida com um "olhar divertido" é TUDO e só faz bem´.

Quem adota essa postura, não perde o senso da realidade, isto é, não deixa de ver as mazelas do mundo e, nem tampouco, encarna a Polyana. Apenas deixa de ser mais um urubu, que vive pra suas carniças.

Cansei. Sei que é muito GAY, de qualquer forma, quero ser é BEIJA-FLOR.



Estava passeando pelos Blogs da vida buscando inspiração para o próximo post ( acima falo mais ) quando me deparo com (http://asmandalas.zip.net) esta figuraça !
Vale a pena a vista, só pelo post acima vc´s podem ver que ele manda muito bem. Realmente é legal curtir uma tristesinha, mas mais legal é saber-se forte e reerguer-se.

Óbvio que aos eternos melancólicos ( como eu ! rs )...relembrar é viver !!!!

Mas sem esquecer-nos de que RIR...é imprescindível !!

enviada por Milady Morrison



20/06/2004 01:20
RESPOSTA AO TEMPO
Cristovão Bastos - Aldir Blanc


Batidas na porta da frente
É o tempo

Eu bebo um pouquinho pra ter argumento

Mas fico sem jeito, calado

Ele ri

Ele zomba do quanto eu chorei

Porque sabe passar, e eu não sei

Num dia azul de verão, sinto o vento

Há folhas no meu coração

É o tempo

Recordo o amor que perdi

Ele ri

Diz que somos iguais

Se eu notei

Pois não sabe ficar

E eu também não sei

E gira em volta de mim

Sussurra que apaga os caminhos

Que amores terminam no escuro, sozinhos

Respondo que ele aprisiona, eu liberto

Que ele adormece as paixões, eu desperto

E o tempo se rói, com inveja de mim

Me vigia querendo aprender

Como eu morro de amor

Pra tentar reviver

No fundo é uma eterna criança

Que não soube amadurecer

Eu posso, ele não vai poder, me esquecer

Respondo que ele aprisiona, eu liberto

Que ele adormece as paixões, eu desperto

E o tempo se rói, com inveja de mim

Me vigia querendo aprender

Como eu morro de amor

Pra tentar reviver

No fundo é uma eterna criança

Que não soube amadurecer

Eu posso, ele não vai poder, me esquecer

No fundo é uma eterna criança

Que não soube amadurecer

Eu posso, ele não vai poder, me esquecer





enviada por Milady Morrison



20/06/2004 00:58
Tristesse
(Milton Nascimento)

Como você pode pedir
Pra que eu fale do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu
Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir...


Essa música é td de bom.
Me lembra uma fase boa e triste da minha vida. A fase em que a gente cansa de ser lagarta e quer virar borboleta. cansa de ser espectador da vida e participa. Sai da reserva, e pede pro técnico para entrar em campo. Daí ele vira pra gente e pede pra esperar mais um pouco.
Me perdoem, mas adoro metáforas, e ás vezes me perco nelas.
Mas quantas vezes na vida, vc já teve vontade de dizer a alguém:

- Pára de fingir que não sou parte do seu mundo ! Volta a pensar em mim...

Eu posso dizer que já tive vontade inúmeras vezes. Mas não disse.


enviada por Milady Morrison



20/06/2004 00:49
Visitei um Blog muito legal hoje...recomendo Lis Ribeiro a todos os corações sensíveis.
O lugar é repleto de poesias que nos fazem sonhar e refletir.

Eu sou metade!

Engasgada em solidão,
Tropeço em saudades,
Vontade de ter em meus braços
O que nunca foi meu.
Acostumado, meu corpo não teme
A minha ausência,
Apenas encara a fria muralha
Que me separa em
carne e vazio...

enviada por Milady Morrison



15/06/2004 22:57
Não se assustem se isto aqui mudar de cara de vez em quando...é que estou meio camaleoa...rs
enviada por Milady Morrison



15/06/2004 22:32
Eu não sou um corpo que tem uma alma, sou uma alma que tem uma parte visível chamada corpo ( Paulo Coelho )

Agradeço os carinhosos comentários recebidos, estarei visitando o Blog´s de todos e assim que aprender direitinho a incluir os link´s, estarão figurando aqui para que mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer pessoas tão hospitaleiras.

Obrigada por me fazerem sentir-me Bem-Vinda !

* My Girl
* Sol
* Mayra
enviada por Milady Morrison



15/06/2004 22:24


Por incrível que possa parecer, muita gente tem medo da felicidade. Para estas pessoas, correr o risco de estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos - e perder sua própria identidade.

Por isso, muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos as bençãos - porque aceitá-las nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos "acostumar" com a felicidade.

Pensamos: "é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito".

Por medo de diminuir, deixamos de crescer, Por medo de chorar, deixamos de rir.
enviada por Milady Morrison



15/06/2004 21:49
Hoje estou feliz, pq a minha amiga amada irmã já me encontrou, e sei que apesar das duras batalhas e cicatrizes que carrega...ainda acredita na felicidade. Guerreira incansável como só ela sabe ser, vive me ensinando, vive aprendendo, e nesse viver todo ainda encontra tempo para distribuir seu carinho aos que a rodeiam. Ela é metade, pq a outra metade está distribuída entre os que a encontram.
Muitos podem dizer: exagero !
Mas quem ainda tem coração sabe que o maior tesouro deste mundo são os amigos, aqueles que vem com as palavras certas, são presentes mesmo que distantes, e se vc tem pelo menos um amigo na vida vai entender do que eu estou falando.
Mas deixemos minha melancolia de lado, não percam tempo, façam parte desta Metade. Ela está lá, esperando sua visita de coração e alma abertos.

enviada por Milady Morrison



15/06/2004 21:37
Tudo vai, tudo volta; eternamente gira a roda do ser.

Tudo morre, tudo refloresce, eternamente transcorre o ano do ser.

Tudo se desfaz, tudo é refeito;

eternamente fiel a si mesmo permanece o anel eternamente constróí-se a mesma casa do ser.

Tudo se separa, tudo volta a se encontrar;do ser.

Em cada instante começa o ser; em torno de todo o "aqui " rola a bola "acolá ".

O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade.


enviada por Milady Morrison



15/06/2004 21:34


Confissão

Meu mal é o mal do poeta,
é o mal do idiota:
Eu lhe vejo tijolo
e principio desde já
a fantasiar castelo



Sammis Reachers


enviada por Milady Morrison






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